


A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) e a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil realizaram, no dia 1º de setembro, o Workshop “Diálogos Portuários e Marítimos”. O encontro ocorreu no Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), em Niterói (RJ).
Ao longo do dia, representantes da Marinha, da ATP e de suas associadas participaram de apresentações técnicas e debates sobre temas que impactam diretamente a segurança da navegação, a eficiência das operações e o desenvolvimento do setor portuário brasileiro.
Na abertura, o diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, destacou que a iniciativa cria um importante canal de interlocução entre os terminais privados e a Autoridade Marítima.
“Este é um dia muito importante para a ATP, neste workshop sobre diálogos na atividade portuária e na atividade marítima, porque é por meio do diálogo que construímos soluções muito positivas. Acredito que este seja o primeiro de uma série de workshops que podemos realizar em benefício do segmento portuário brasileiro”, afirmou.
O diretor de Hidrografia e Navegação, Vice-Almirante Ricardo Jaques Ferreira, ressaltou que o encontro permitiu apresentar as capacidades e os desafios enfrentados pela Marinha, além de conhecer com maior profundidade as demandas do setor privado.
“Temos uma oportunidade ímpar de aproximar o Centro de Hidrografia da Marinha e a Diretoria de Hidrografia e Navegação do setor privado de operações portuárias. A intenção é mostrar nosso potencial e nossas dificuldades, compreender os interesses do setor privado e buscar soluções comuns que aumentem a eficiência do setor portuário e do serviço prestado pela Autoridade Marítima”, explicou.
A programação da manhã abordou a NORMAM-501/DHN e a análise de levantamentos hidrográficos, em apresentação conduzida pelo CHM. Também foram discutidos os procedimentos relacionados à movimentação de auxílios à navegação durante atividades de dragagem, com participação do Centro de Auxílios à Navegação Almirante Moraes Rego (CAMR).
No período da tarde, a Diretoria de Portos e Costas (DPC) tratou de assuntos como FDAQ, calado dinâmico, regras de ramp-up e NORMAM-401/DPC. A ATP apresentou contribuições sobre a abordagem probabilística do projeto vertical de vias navegáveis, a implementação, os custos e a funcionalidade do Serviço de Tráfego de Embarcações (VTS), além do Projeto Barra Norte. Cada bloco foi acompanhado por debates entre os participantes.
Para Marco Antônio Muniz Gamaro, engenheiro especialista da Gerência do Porto de Ubu, da Samarco, e coordenador do Comitê de Infraestrutura da ATP, o encontro permitiu aproximar os pontos de vista operacional e regulatório.
“Foi bastante produtivo. Conseguimos argumentar e também ouvir considerações sobre a parte regulatória e os processos. Acredito que estamos convergindo para chegar a um caminho bom para todos e, acima de tudo, bom para o Brasil”, avaliou.
O diretor do Centro de Hidrografia da Marinha, Capitão de Mar e Guerra Alexandre Fonseca de Azeredo, também destacou a importância da aproximação institucional.
“Este workshop é um momento muito interessante porque une o Centro de Hidrografia da Marinha à iniciativa privada. Tivemos a oportunidade de debater assuntos do dia a dia que afetam tanto a nossa atividade quanto a dos terminais portuários privados”, afirmou.
Segundo Fonseca, a troca de experiências possibilitou que a Marinha conhecesse melhor o trabalho desenvolvido pela ATP e que os representantes dos terminais privados compreendessem as atividades realizadas pelo CHM. A expectativa é que essa aproximação produza novos resultados, tendo como objetivo comum a segurança da navegação.
Ao reunir o setor privado e diferentes estruturas da Marinha do Brasil em torno da mesma mesa, o workshop reforçou a importância do diálogo técnico e da cooperação institucional para a construção de soluções capazes de tornar as operações portuárias brasileiras cada vez mais seguras e eficientes.


